Escolas Estaduais de Santarém - Caos ou descaso??

A situação de diversas escolas estaduais de Santarém, no Oeste paraense não é boa, algumas estão com reformas pela metade, outras precisam de uma reforma geral urgente. em visita a alguns colégios  constatou se  a realidade desses locais. Em algumas escolas a direção utilizou recursos próprios arrecadados durante vendas nas festas juninas para completar serviços urgentes e também o recurso do conselho escolar para situações urgentes.

A escola estadual Antônio Batista Belo de Carvalho, inaugurada em 1980, teve sua última reforma há 18 anos. Parte de um muro caiu, sendo propício para entrada de criminosos. Graciete Sousa, agente administrativa do colégio, contou que ano passado o colégio tinha mil alunos, este ano reduziu para cerca de 500 estudantes. “Os pais não querem colocar os filhos aqui por causa das precárias condições”, avaliou.

São problemas na estrutura física, fiação elétrica, na parte hidráulica e portas depredadas por marginais. Graciete informou que diversos documentos foram enviados para o governo estadual solicitando a reforma na escola, segundo ela, engenheiros chegaram a ir à escola, fizeram as medições, mas não houve obra.

Na escola Romana Tavares Leal, a obra de cobertura da quadra de esportes teve apenas o início dos serviços, em seguida paralisou, mas a placa informando o início e término da obra está lá. De acordo com a placa, os trabalhos iniciaram em novembro de 2013 e encerram no mês de janeiro deste ano.

Segundo uma professora da escola que preferiu não se identificar, um aluno chegou a se machucar devido um vergalhão exposto.

Na escola Gonçalves Dias, a obra também está parada desde o mês de maio, a diretora Tânia Castro contou ter recebido informações sobre a falta de pagamento. “Alguns serviços que fizemos foi com recursos da própria escola, como pia, pois antes tinha um giral (pia feita de madeira)”, contou.

Ainda faltam salas do setor pedagógico, banheiros, até o bebedouro para os alunos é improvisado. A torneira para água está acoplada na parede, a situação só não está tão insalubre por que as serventes da escola mantêm a limpeza do local.

Na escola São Felipe, localizada no bairro Matinha, o projeto inicial de reforma foi concluído, segundo o diretor Francisco Cardoso. “Porém, o restante dos serviços que seria no segundo processo licitatório não foi aberto, por isso faltam quase 60% da reforma total da escola”, revelou o diretor.

De acordo com Francisco, ainda falta a reforma no bloco administrativo, subestação de energia, a reforma dos setores pedagógicos. No bloco onde está a biblioteca, parte do telhado cedeu, sendo um risco para alunos e professores, a área está condenada pela Defesa Civil do município.

As salas de aula que passaram por reforma foram adaptadas para a instalação de centrais de ar, mas até o momento nenhuma foi instalada, o ambiente fica muito quente, prejudicando os alunos. “O calor está insuportável na sala de aula. Estamos utilizando o termômetro que chega a marcar 35 graus. Já teve professores e estudantes que se sentiram mal de tanto calor”, contou o diretor.

A direção já informou a Secretaria de Estado de Educação sobre o que a escola vem passando. “Se não tiver uma solução até o dia 15 deste mês, nós vamos paralisar as aulas na escola”, assegurou. “Uma temperatura de 35 graus na sala de aula é impossível o aluno se concentrar”. Pela ausência das centrais de ar, ventiladores foram colocados com recursos da própria escola, mesmo assim, fica muito quente.   

Na escola Wilson Dias da Fonseca, alguns serviços também parados. O Conselho Escolar utilizou recursos próprios para concluir alguns serviços, como os reparos no telhado. “Da reforma tem muito para ser concluída, como a cozinha e o setor administrativo”, contou a diretora Dircelina Tavares. “No bloco pedagógico conseguimos com recursos próprios deixar apropriadas para nossos alunos, mas os laboratórios de informática e multidisciplinar estão pendentes, assim como a biblioteca”.

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