CHAPADINHA SE MOSTRA CONTRA TRABALHADORES E GERA INSATISFAÇÃO EM SANTARÉM

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na quarta-feira (8) o texto-base do Projeto de Lei 4330/04, que regulamenta os contratos de terceirização no setor privado e para as empresas públicas, de economia mista, suas subsidiárias e controladas na União, nos estados, no Distrito Federal e nos municípios.
 
Foram 324 votos a favor do texto, 137 contra e 2 abstenções. O deputado federal de Santarém, Francisco Chapadinha PSD, votou a favor da Lei.
PROTESTO CONTRA O DEPUTADO
 
Nesta manhã de quarta (15), um grupo de sindicalistas foi para a frente da loja do deputado, no centro de Santarém e atacaram em discurso inflamado a postura do deputado, em votar a favor do projeto de terceirização que prejudica a classe trabalhadora.
 
VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS PARAENSES. 
 
lista de deputado que votaram a favor da tercerização
 
PORQUE É RUIM PARA O TRABALHADOR.
 
Os terceirizados trabalham três horas a mais por semana, sem contar horas extras ou banco de horas e ganham 24,7% a menos do que os contratados diretamente pelas empresas.
 
A rotatividade é maior. Os terceirizados permanecem 2,7 anos nos empregos, enquanto os diretos ficam até 5,8 anos na mesma empresa.
 
A terceirização impede a geração de novas vagas. Se a jornada dos terceirizados fosse igual à jornada dos contratados diretamente, seriam criadas 882.959 vagas de trabalho a mais.
 
Empresários estariam de olho nos lucros. Segundo pesquisa da CNI (Confederações Nacionais da Indústria), a principal motivação para 91% das empresas terceirizarem parte de seus processos é a redução de custo e apenas 2%, a especialização técnica.
 
Os terceirizados são os empregados que mais sofrem acidentes. Na Petrobrás, mais de 80% dos mortos em serviço entre 1995 e 2013 eram subcontratados. A segurança é prejudicada porque companhias de menor porte não têm as mesmas condições tecnológicas e econômicas. Além disso, elas recebem menos cobrança para manter um padrão equivalente ao seu porte.
 
Com informações: Blog do Augusto Alves

 

        

 

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