Naufrágio no AP completa um mês e 4 pessoas seguem desaparecidas

O naufrágio da balsa Rosa de Maio, na foz do Rio Jari, na divisa entre os estados do Amapá e Pará, completou um mês na segunda-feira (12). Quatro pessoas seguem desaparecidas após o acidente, que mobilizou buscas do Corpo de Bombeiros (CB) dos dois estados vizinhos, além da Capitania dos Portos (CP) no Amapá. A profundidade do rio e a falta de condições técnicas das duas instituições dificultaram as buscas no local.
 
O CB suspendeu as buscas por desaparecidos seis dias depois do acidente por tempo indeterminado. De acordo com o tenente-coronel, Roberto Neri, há possibilidade de os corpos ainda estarem presos à embarcação naufragada.
“Não obtivemos êxito na operação porque os outros corpos não apareceram. Isso reforça que eles estão presos na embarcação. A profundidade em que a balsa está ultrapassa a capacidade operacional do Bombeiro do Amapá. Precisaríamos de uma outra logística muito grande, e que não tem no estado. Infelizmente a corporação não tem o que fazer nessa ocorrência”, informou Neri.
 
As buscas precisariam de um reforço com novos equipamentos e mergulhadores capacitados para uma profundidade abaixo de 40 metros, segundo o CB.
 
A Marinha do Brasil alega que a localização da balsa não interfere na navegação na região. Para a retirada da embarcação seria necessário contratar um serviço particular. A instituição ofereceu o serviço de socorro durante as buscas, mas, como não houve indícios dos desaparecidos, as buscas superficiais foram suspensas seis dias após o acidente.
 
“Aquela é uma área com fortes correntes, profundidade de 40 metros ou mais e muita vegetação submersa o que dificulta ainda mais as buscas. A recuperação da balsa é possível, mas será bastante difícil. A profundidade que a embarcação está afundada não oferece riscos à navegação naquele trecho do rio. Para retirar a balsa de lá e fazê-la reflutuar é necessário um serviço que é pago, e o proprietário da embarcação pode solicitar, pedindo autorização da Marinha”, explicou o comandante da CP, Lúcio Marques.
 
O comandante da embarcação, encontrado três dias após naufrágio, Cleomar Nunes, não seria o dono da balsa, segundo a Capitania.
 
Naufrágio
Uma balsa tipo boiadeiro, identificada como "Rosa de Maio", naufragou por volta de 23h do dia 12 de setembro, na foz do rio Jari. A Capitania dos Portos trabalha com a hipótese, ainda não confirmada, de que uma sobrecarga de mercadorias tenha causado o naufrágio. A embarcação transportava comidas e bebidas, além de oito pessoas.
A balsa estaria a aproximadamente 40 metros de profundidade, segundo um sonar da Marinha do Brasil, que teria localizado a embarcação na região durante o monitoramento da área.
 
Três pessoas conseguiram sobreviver. O corpo do comandante da balsa, que estava desaparecido, foi encontrado no dia 15 de setembro a uma localização distante de onde a balsa estaria afundada. Continuam desaparecidos um menino de 13 anos, a mulher do comandante e outros dois tripulantes.
 
A embarcação teria saído de Santana, a 17 quilômetros da capital, em direção ao município de Monte Alegre, no estado do Pará. A balsa naufragou próximo à Ilha de Maruim, em uma região de difícil acesso. Como é comum na região Norte, a água do rio é turva, o que diminui a visibilidade, e o mergulho é feito através do tato.

 

Fonte: g1

Comentários

Nenhum comentário encontrado.

Novo comentário

 

        

 

Newsletter

Assine a nossa newsletter: