NOVE CIDADES DO OESTE DO PARA EM RISCO POR CAUSA DA CHEIA

A 4ª Regional de Defesa Civil (4ª Redec) apontou que nove municípios do oeste do Pará estão em situação de alerta por causa da cheia dos rios Tapajós, Amazonas e seus afluentes. As cidades atingidas são: Terra Santa, Oriximiná, Curuá, Óbidos, Alenquer, Prainha, Almeirim, Porto de Moz e Santarém. “Nesses municípios a água atingiu um nível que começou a dar problemas aos moradores. Alenquer e Terra Santa entregaram documento para a gente (Redec) comunicando os transtornos com a cheia este ano”, relatou o coordenador da 4ª Redec, Tenente Coronel Cláudio Rego.
 
Em Alenquer, a Defesa Civil municipal disse que o rio Surubiú ultrapassou a cota de alerta de 6,80m no dia 5 de abril. Aproximadamente mil famílias estão sendo atingidas com a cheia. Por causa da elevação das águas, quatro travessas e a rua principal da cidade foram interditadas. O tráfego de pedestres é feito em pontes. O técnico do órgão municipal, Joelino Teles, contou que já solicitou a doação de madeiras para a construção de passarelas e está preocupado com a situação da cidade, pois o período de chuva ainda não acabou.  “Hoje o rio está subindo cerca de dois centímetros por dia. Está preocupando, porque ainda tem muita chuva prevista  em maio. O rio ainda pode crescer entre 60 e 70 centímetros, o suficiente para chegar ao nível do rio no ano passado, que foi comparado com a cheia de 2009”, alertou Teles.
Em 2014, Alenquer foi primeiro município da região a fazer solicitação ao governo Federal depois que o rio Surubiú ultrapassou o nível normal. A 4ª Redec comunicou que deve dar apoio, fazer vistorias para avaliar se é necessário declarar situação de emergência nesses municípios atingidos com a cheia dos rios, se for feita uma solicitação.
No oeste paraense, apenas Juruti e Monte Alegre decretaram situação de emergência.  Em Juruti, o decreto foi feito no dia 3 de março por conta das fortes chuvas que caíram na região. Parte do cais do município ficou com rachaduras e ameaçando desmoronar. Famílias que moram nas áreas consideradas de risco foram notificadas sobre os problemas de erosão.
 
Monte Alegre decretou situação de emergência no dia 8 de abril. As enxurradas causaram transtornos aos moradores da cidade, provocando a queda de postes, alagamento de ruas, casas e desabamento parcial de duas residências. De acordo com a Defesa Civil municipal, 387 famílias estão sendo afetadas com o problema. Juruti e Monte Alegre aguardam o reconhecimento do decreto municipal pelo governo Federal para receber recursos.
 
A 4ª Redec planeja realizar uma reunião na terça-feira (28) com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e técnicos da Defesa Civil de Prainha, Monte Alegre e Alenquer para viabilizar a doação de madeiras apreendidas para aos três municípios.
 
informações: G1 Santarém

 

        

 

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