POLICIAL MILITAR É O PRINCIPAL SUSPEITO DA MORTE DE UM JOVEM NA ESTRADA DE PAJUÇARA

A vítima foi identificada como Ruan Figueira Fialho. Ele foi encontrado amarrado e com marcas de tiros nas costas e na nuca. Com várias tatuagens pelo corpo, os indícios de execução eram visíveis, segundo informou a polícia. Ele aparentava ter sido torturado.

Em coletiva a imprensa, realizada na manhã desta terça-feira (7), a Polícia Civil divulgou que um policial militar está sendo investigado por possível participação no assassinato de um jovem, de 20 anos, encontrado às margens da Rodovia Fernando Guilhon, próximo à ponte do Lago do Juá, na manhã de domingo (5). A PC trabalha com a hipótese de crime passional.
Ruan foi encontrado morto e amarrado na estrada que leva a praia do Pajuçara na manhã do último domingo
De acordo com o diretor da Seccional de Polícia Civil, Nelson Nascimento, além do PM outros dois suspeitos estão sendo investigados pelo crime. Todos os três suspeitos já foram ouvidos. Desde o dia do crime, cerca de 20 pessoas já prestaram depoimento na polícia. “Chegamos a possibilidade de ter um servidor público envolvido. A investigação ainda não está concluída. Não podemos afirmar categoricamente que ele praticou esse crime, então pedimos apoio da Polícia Militar. Existe uma investigação ampla, e a possibilidade do servidor estar envolvido, mas é muito cedo para citarmos nomes”.
Segundo o comandante do Comando de Policiamento Regional 1 (CPR1), coronel Heldson Tomaso, que também participou da coletiva, o policial foi afastado das atividades e espera a conclusão da investigações. “Queremos deixar claro que ninguém está acima da lei. Aquele que cometeu algum delito, vai responder como se fosse qualquer servidor, sem distinção. Vamos esperar e ter certeza para adotarmos as providencias cabíveis”.

 
"Queremos deixar claro que ninguém está acima da lei. Aquele que cometeu algum delito, vai responder como se fosse qualquer servidor, sem distinção". Disse o Comandante do CPR 1, Cel Heldson Tomaso
Se confirmado o envolvimento do policial, o membro da corregedoria da Polícia Militar, capitão Joselde Barbosa, destacou os procedimentos que devem ser adotados. “Ao término das investigações, havendo efetiva participação deste servidor, no caso um agente público da Polícia Militar do Pará, a corregedoria vai instaurar um processo administrativo para verificar e julgar se ele tem condições ou não de permanecer na instituição”.
O delegado responsável pelo caso da Divisão de Homicídios, Germano do Vale, tem um prazo de 30 dias para concluir o inquérito. A expectativa é que até o dia 20 de outubro a investigação esteja concluída e o caso seja encaminhado ao poder judiciário.

Com informações; Blog do Xarope

 

        

 

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