METADE DOS PROFESSORES DO ESTADO ESTÃO FORA DA SALA DE AULA

 
Um dos desafios do novo secretário de Educação do Estado do Pará, Helenilson Pontes, é colocar o maior número possível de professores contratados e efetivos na sala de aula. Atualmente, dos 23 mil professores da rede estadual, apenas 12 mil estão lotados em salas de aula. A informação foi revelada pelo secretário, na última sexta-feira (6), após reunião em Santarém com prefeitos e secretários de Educação da região Oeste do Pará.
De acordo com Helenilson, é preciso otimizar a lotação dos professores para que o Estado tenha a real noção da necessidade ou não de novas contratações seja de temporários ou de abertura de vagas em concurso público.
“O problema de lotação tem muito de gestão aí para ser feito. O Estado do Pará tem em torno de 23 mil professores e só tem 12 mil na sala de aula, efetivamente. Então tem um universo muito grande aí de professores fora da sala de aula e nós precisamos melhorar isso. Estamos identificando onde estão esses professores. Não se resolve o problema da educação só contratando professores. É preciso primeiro identificar o grau efetivo de necessidade, verificar o que já tem de professor concursado e efetivo no estado. Só vamos apelar para temporários em último caso. A prioridade de lotação é de quem é efetivo no estado e nós vamos procurar lotar melhor os efetivos. Apenas nas carências é que nós vamos contratar temporários, e vamos contratar quantos forem necessários para atender toda a demanda do ensino no Estado do Pará”, declarou o secretário.
Em relação ao encontro com prefeitos e secretários de Educação, Helenilson disse que leva uma impressão positiva por ter iniciado um diálogo aberto e transparente com todos. Disse que pretende ser secretário pelos próximos quatro anos e trabalhar junto com os prefeitos, tratando os assuntos da educação como um todo, e não apenas da educação estadual. “É o início de uma parceria e um diálogo permanente que eu pretendo manter com os prefeitos da região Oeste do Pará, assim como fiz em Marabá e no Sul do Pará. Nada melhor do que ouvir dos prefeitos e dos secretários os problemas concretos da educação, tanto na questão da rede física, quanto da qualidade, cuja melhoria deve ser o objetivo permanente de todos nós”, destacou.
Sobre as reformas de escolas, o secretário disse que há várias paradas por questões contratuais. “Estamos concluindo um diagnóstico da situação de cada obra quanto a questão contratual, para que possamos retomar todas. Há uma série de demandas em relação a escolas novas e aí é preciso verificar a questão do financiamento para essas novas escolas. Nós temos aí um recursos garantido do BID que vai garantir a construção de algumas. Em alguns municípios há mais problemas que em outros e aos poucos nós vamos solucionando. O importante foi ter de todos os prefeitos a clareza do que é urgente nos seus municípios. Eu proponho um pacto de fiscalização das obras de escolas, para que os prefeitos denunciem quando houver irregularidade em obras do estado nos seus municípios”, finalizou Helenilson. 
 
Fone: O Estado do Tapajós
 

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